sexta-feira, 29 de maio de 2009

Desrespeito no Pistão Sul



Vale à pena arriscar a vida, apenas para economizar alguns minutos? Essa é a pergunta que a muito vem sendo realizada pelos meios de comunicação quando o assunto é faixa de pedestre.
Não é difícil encontrar pessoas atravessando de forma perigosa as pistas do Pistão Sul. Diariamente 42 mil veículos circulam pelas pistas, e entre essa enorme quantidade de carros, estão homens, mulheres e até crianças, que por alguns minutos a menos, correm o risco de perder a vida.

Em menos de 30 minutos andando pelo Pistão Sul, foi possível presenciar várias pessoas que, por mais próximo que estivessem de uma faixa de pedestre ou de uma passarela, optaram por arriscar a vida entre os carros. A comerciante Jaqueline Maia, 25, sabe que é arriscado, mas diz que todos os dias faz sempre a mesma coisa: corre entre os carros, ao invés de subir na passarela que fica em frente à Feira da Moda. “Eu sei que não devo, mas se eu ainda for subir na passarela, vou gastar o dobro do tempo! Sem contar que a noite é muito arriscado, eu não sei o que vou encontrar lá em cima”, declarou.

Jaqueline não é a única a ter medo, Fábio Souza, 21, estuda na Universidade Católica de Brasília, e ao ser flagrado atravessando bem abaixo da passarela, contou um pouco do medo: “Eu conheço pessoas que foram assaltadas aqui nessa passarela de manhã bem cedo! Prefiro me arriscar um pouquinho, e até ouvir umas buzinadas, do que me arriscar lá em cima, no lugar que de certa forma, deveria me proteger”.
Sobre esses riscos, eles não acontecem por falta de aviso. Sempre próximo a passarelas e faixas, existem placas que mostram ao pedestre a importância e de respeitar a faixa e também sua vida. A assessoria de comunicação da Administração de Taguatinga afirmou que já “está tomando as devidas providências, para que os espaços vagos nos canteiros sejam tapados, dificultando assim, que as pessoas atravessem por baixo das passarelas”.

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